AS VEZES PERGUNTAM-ME PORQUE INVISTO TANTO TEMPO E DINHEIRO FALANDO DE AMABILIDADE PARA COM OS ANIMAIS, QUANDO EXISTE TANTA CRUELDADE ENTRE OS HOMENS...AO QUE EU RESPONDO : ESTOU A TRABALHAR NAS RAÍZES ! (GEORGE T. ANGELL)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A HISTÓRIA DE UM CÃO ABANDONADO QUE SE TORNOU HERÓI NO HAITI




Abandonado pelo seu “dono” em Tarifa,Espanha, um cão estava à beira
da morte, quando foi encontrado por soldados. Em poucos meses passou de
um cão errante a um grande orgulho dos bombeiros. Só retornou do Haiti
após salvar 18 vidas. “Turco” é um cão andaluz e sua história começa,
como o filme de Buñuel e Dali, com uma faca bem afiada.

Não se sabe quanto tempo o cão vagou pelos arredores de Tarifa, no
verão de 2008. Quando foi encontrado por soldados, estava a morrer de
sede, era um saco de ossos, infestado de pulgas e carraças. O cão foi
adoptado por Cristina Plaza, soldado do mesmo batalhão onde foi
encontrado. Eles viveram felizes durante oito meses. Ele ganhou peso,
ficou forte e saudável, mas não ladrava. Até que um dia, o destino
começou a reservar uma surpresa. O cão resgatado da morte por soldados
teve uma oportunidade para demonstrar a sua generosidade e retribuir o
favor. O sobrinho de um vizinho de Cristina, bombeiro de um grupo
especializado em resgates, viu Turco a correr de volta das pessoas e
percebeu que ele farejava tudo com a curiosidade de um detective.

Ele tinha as qualidades de um herói. O jovem pediu à Cristina para
fazer um teste, e Turco não só provou ser um cão exemplar, mas um
excelente farejador. Cristina concordou em deixá-lo no corpo de
bombeiros, desde que pudesse visitá-lo regularmente, mas alertou que ele
não ladrava. Como ele poderia, então, dar o alerta quando encontrasse
um sobrevivente nos escombros? Em 15 dias ela recebeu um telefonema. “O
seu cão ladra”.

Completada a sua formação, veio a prova de fogo. Turco voou ao Haiti
com uma equipa de sete bombeiros. Nove dias de trabalho foram tão
intensos quanto atrozes, a trabalhar 16 horas por dia em condições
inimagináveis. Até os cães ficam deprimidos com a magnitude da tragédia.
Participou em 18 salvamentos. Quando há 150 mil mortos no chão, 18
finais felizes é uma grande vitória.

Ninguém vai esquecer o resgate de Redjeson Hauster Claude, uma
crianças de dois anos. O menino estava sob os escombros da casa da
família, abraçado ao avô morto, quando foi detectado por Turco. No
momento em que o bombeiro o puxou dos escombros, a família dele começou a
dançar ao redor, gritando de alegria. “Quando eu vi na televisão,
comecei a chorar e não conseguia parar. Esse é o meu Turco! É a melhor
coisa que já me aconteceu na vida “, diz Cristina.

Turco agora está de volta à Espanha, a mastigar os ossinhos e
bolinhas, a sua grande alegria, e a treinar diariamente para continuar a
salvar vidas.











Publicado por Anna Mae/Facebook

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